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7 Regras de Ouro
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7 regras de ouro no relacionamento em Condomínios
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A variedade de experiência que um síndico ou
administrador profissional tem - lidar com diversos
condomínios de diversos locais e perfis - traz um
conhecimento muito útil também ao síndico "leigo".
Por isso ouvimos três profissionais do setor, para
conhecer suas regras de ouro para o relacionamento
com os condôminos, ponto-chave em qualquer gestão.
Confira abaixo suas opiniões: |
1) Saber ouvir as partes.
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Quando há problemas no condomínio, tente entender os
fatos, para além das versões que uma ou outra parte
do problema produzem. Por exemplo: quando um morador
reclama repetidamente do barulho feito por outro,
não aplique uma advertência imediatamente. Veja o
que cada lado tem a dizer, observe o comportamento
de cada um, e ouça um terceiro, como o zelador.
Assim, você evita tomar partido muito
explicitamente.
Se necessário, reúna o Conselho para auxiliá-lo em
decisões difíceis. Ainda que exista legalmente
apenas para fiscalizar as contas, nada impede que
este órgão seja investido de uma função "moral" de -
como o nome diz - aconselhamento, em casos como a
aplicação de uma multa, a demissão de um
funcionário.
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2) Ter uma boa comunicação com o zelador.
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Este profissional é seu elo de contato com os
condôminos e com os funcionários. É ele quem mais
circula entre todos, quem recebe primeiro as
informações, opiniões, reclamações. Faça dele sua
comunicação informal e verifique se as mensagens
estão chegando sem muita distorção.
Ao mesmo tempo, é preciso que ele tenha autonomia
para resolver pequenos problemas e tomar
providências cotidianas, evitando o acúmulo para o
síndico.
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3) Transparência nas prestações de contas e nas
atitudes.
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Saiu de moda a figura do síndico linha-dura,
centralizador e acima de qualquer suspeita, a quem a
maioria dos condôminos assinaria um cheque (ou uma
procuração) em branco. O país se democratizou, e por
outro lado, houve o crescimento da corrupção em
todos os setores. Por tanto, o que as pessoas
esperam é clareza e honestidade nas prestações de
contas à assembléia, anualmente e sempre que
inquirido por esta.
Tomar decisões importantes sempre com a assembléia,
sem paralisar a gestão, mas tendo a paciência de
dividir o poder para mais tranqüila e seguramente
gerir o bem comum. Ter meios de comunicação com a
comunidade é essencial para a transparência - blog,
jornal do condomínio, cartazes em áreas sociais.
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4) Paciência.
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Se for necessário explicar um determinado ponto 10
vezes, faça isso. Em um condomínio, convivemos
muitas vezes com pessoas provenientes de diferentes
culturas e níveis educacionais. Assim, é preciso
perceber que nem todos entendem nossas intenções
imediatamente, às vezes é preciso de um bom tempo e
insistência paciente para nossa "mensagem" ser
assimilada.
A paciência é imprescindível em uma função como a de
síndico, em que se tem de lidar com as expectativas
das pessoas o tempo todo.
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5) Conheça os condôminos.
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Cada morador tem sua personalidade, entenda cada um
e ajuste sua forma de negociar para cada tipo. Não
adianta ter sempre o mesmo discurso. Sem abrir mão
de seus princípios e idéias, aprenda a expô-los de
acordo com o perfil do condômino, sua idade, sua
profissão, sua família, seu modo de ser. Assim, se
dobrar, você será flexível e ágil na sua
comunicação, o que certamente trará mais
compreensão. |
6) Procure incentivar a participação dos condôminos.
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A participação traz ao condômino o senso de que o
cuidar do condomínio é uma tarefa comunitária - ao
contrário da percepção comum, de que o condomínio é
um prestador de serviços ao condômino. Essa
integração à vida comum pode ser inclusive uma
perspectiva de crescimento para o condômino, como
conta o síndico Wilton Augusto: "Uma condômina era
formada em agronomia, mas exercia somente a função
de mãe. Ela foi convidada a ajudar na organização e
arrumação do jardim, e isso teve um excelente
resultado, pois além de ela usar seus conhecimentos,
ganhou o respeito de outros condôminos, o que lhe
trouxe alegria e motivação". |
7) Ser discreto.
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Não comentar com um condômino o que aconteceu com o
outro, como por exemplo, visitas de oficiais de
justiça, brigas de família, inadimplência. Como
síndico, você acaba recebendo muitas informações,
mas cuidado com elas. Muitas podem ser inclusive
boatos, lançados em seus ouvidos por alguém que
espera que você os espalhe. Ainda que você pertença
a um grupo dentro do condomínio, não está cuidando
apenas dele, mas do todo - assim como o presidente
não pode governar só para seu partido e só com ele.
A discrição o ajudará a ter o respeito e a confiança
de todos.
PROBLEMAS COMUNS E SOLUÇÕES RECOMENDADAS
- Barulho.
Peça ao zelador para falar com o causador do
barulho. Se isso não resolver verificar se o fato é
freqüente. Confirmado, analise se fere algum
regulamento ou lei do silêncio, se for o caso envie
uma advertência.
- Animais de
estimação. Fazer valer o que está escrito
no Regulamento Interno. Não ser tolerante, mas não
se esquecer de ter como provar infrações para
aplicar o regulamento.
- Briga de
vizinhos. Não intervir a princípio, pois
o síndico não é polícia. No entanto, e estiver
afetando o condomínio com barulho excessivo, ameaça
à segurança, agir com bom senso e atitude firme, sem
tomar partido das pessoas, mas sim de valores e
idéias.
- Baixo quorum na
assembléia. Não marcar a reunião em época
de férias, semana com feriado prolongado, etc.
Mandar a convocação com antecedência adequada e
escrita de uma forma a induzir o comparecimento,
ressaltando os pontos mais importantes e polêmicos.
- Garagem.
Condômino tem direito a 2 vagas. As vagas são
espaçosas e o morador possui 2 carros pequenos e
comprou um terceiro para o filho. Supôs, ele, que
tem direito de colocar os 3 carros nas 2 vagas.
Solução dada: Já que o condômino interpreta que na
vaga poderia ser colocado 3 carros, foi decidido que
a garagem fosse um bem comum e qualquer condômino
poderia estacionar na terceira vaga. O condômino
alugou uma vaga de um vizinho.
- Salão de
festas. O salão de festa tem um pequeno
jardim externo e o condômino insistiu que poderia
colocar mesas e cadeiras no jardim (área comum). Foi
colocado que ele teria que permitir que qualquer
condômino pudesse sentar nas cadeiras do jardim
durante a festa, pois elas estavam em área comum.
Resultado, ele optou por restringir a festa ao
salão.
Fontes:
Wilton Augusto - Síndico Profissional
Claudimir Picarelli - Síndico Profissional
Antonio H. Buerschaper Pereira - FL Administradora |
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